Scrum, Lean, eXtreme Programming – Agile nas companhias e organizações

Lean, Scrum e XP nos níveis de uma organização
Em inglês: How to align agile across an organization?

Nós vemos uma organização em 3 níveis: o Executivo/PMO, o Gerencial, e o de Desenvolvimento/Entrega. Estes níveis, cada um com seus focos e objetivos estão alinhados perfeitamente com os pontos dos 3 processos Ágeis: Lean, Scrum, e eXtreme Programming. Aplicando esses três processos entre os níveis organizacionais (Modo de Pensar – não aplicar somente para um único nível organizacional), nós podemos aumentar nossas chances de adoção, produtividade e sucesso em geral.

Colabore – Pesquisa sobre o uso do Twitter

Pessoal, estou fazendo uma pesquisa sobre o uso do Twitter.
Pode parecer engraçado as perguntas e as opções de resposta, mas todas têm sua devida importância.

Gostaria de pedir que todos respondessem para colaborar. São basicamente duas perguntas apenas, rapidinho!
Se puderem enviar para outras pessoas também, quanto mais respostas melhor!
Há um botão para ‘twittar” ela logo mais abaixo.

Agradeço!

Se quiserem ler também sobre como o Twitter pode atrapalhar a sua produtividade no dia-a-dia, um texto que escrevi sobre o uso desta ferramenta.

Usabilidade de sites para celulares

No começo desta semana, o site useit.com do Jakob Nielsen, grande conhecedor sobre usabilidade, lançou os resultados de uma pesquisa sobre Mobile Usability, ou usabilidade para dispositivos móveis.
Recomendo a leitura do post na íntegra, mas vou fazer um pouco de tradução e um apanhado geral nos pontos que julgo serem mais pertinentes, com alguns comentários.

A ideia principal da pesquisa era descobrir o que torna um website em ser difícil ou não de ser acessado por dispositivos móveis (celulares, a grosso modo). Vários tipos de testes foram feitos, em diferentes países, com diferentes públicos, diferentes tipos de celular e claro, diferentes websites.
Nos estudos e testes, a média de sucesso foi de 59%, uma taxa maior do que a obtida em uma outra pesquisa feita na década de 90, mas ainda bem abaixo dos 80% de sucesso nos testes de websites em computadores.

Um comentário interessante do artigo é de que os pesquisadores acreditavam que viriam melhores resultados dos testes na Inglaterra e Grã-Bretanha do que nos Estados Unidos pelo fato de lá se ter uma tradição maior de uso de mobile services, mas perceberam que os mobile sites ingleses são tão fracos quanto os norte-americanos e os usuários lutam igualmente para conseguirem resolver seus problemas.

mobile

Os principais problemas que os mobile users (usuários de celulares) enfrentam são os já conhecidos:
– telas pequenas;
– difícil interface para comunicação entre dispositivo e usuário;
– demora para download e carregamento de páginas;
– sites mal elaborados.
Apesar de alguns pontos serem melhorados com o tempo e avanço tecnológico, como a velocidade para trafego de dados, mobile nunca será como desktop.

Nos celulares, é fácil acreditar que mobile sites específicos para eles são melhores de usar do que sites comuns para computadores desktop, mas os pesquisadores obtiveram a taxa de 64% de sucesso nos testes para estes sites específicos para dispositivos e acreditam que a diferença para os 53% obtidos nos testes com sites normais (para computadores desktop) é bem considerável, então, com certeza é válido se criar sites otimizados para os dispositivos móveis.

A melhor maneira de oferecer uma versão mobile de seu site é fazer com que o usuário não tenha de conhecer uma nova forma para acessá-lo e sim existir uma maneira para reconhecimento desse acesso e redirecionamento para o mobile site. Pode-se perceber bem isso com cases de aumento de tráfego sem o uso de um novo endereço para o mobile site.
É também recomendado deixar opções e links para troca da visualização “mobile” para a versão “full” ou “desktop” (ou vice-versa) nas páginas, caso, por exemplo, o usuário possua um celular que tenha melhores características e possibilite uma boa navegação e visualização do site normal (como o iPhone por exemplo).

Uma boa percepção na análise da pesquisa foi retirada da comparação com a pesquisa dos anos 90, onde o tempo para executar alguns testes foi maior do que antigamente.
Por que isso, já que provavelmente os mobile sites deveriam ter evoluído?
Antigamente o uso da Internet móvel era mais frequente pelo deck da operadora, que centralizava a grande maioria dos conteúdos. Hoje em dia, os usuários são mais voltados a buscas, então acabam por gastar um tempo maior digitando a busca e procurando um resultado.

Concluindo, ter usabilidade em dispositivos móveis é difícil!
Apenas ter um mobile site para celulares não é o suficiente. Mesmo celulares mais ricos nas funcionalidades (como iPhone por exemplo) não suportam o mesmo nível de usabilidade aplicado para computadores. Lembre-se sempre de considerar seu público alvo, o seu próprio produto… e veja mais dicas sobre criação de mobile sites com uma boa arquitetura da informação.

Ainda em dúvida por que criar e ter um mobile site?

Informações da pesquisa Mobile Usability.

Por que criar e ter um mobile site (site para celular)?

Não quero colocar números aqui porque logo eles ficariam desatualizados, mas vocês podem acreditar que cada vez mais o número de celulares aumenta, e o que aumenta ainda mais é o acesso a Internet por esses dispositivos móveis que estão na mão das pessoas nas praticamente 24 horas do dia. Esse crescimento, tanto no número de aparelhos (milhares de modelos diferentes e cada vez mais potentes) e no acesso a Internet (novas tecnologias que melhoram as redes de telefonia e a usabilidade na navegação presente nos novos aparelhos ao iPhone), para alguns, é o que vai ficar, e se você ou sua marca não for vista de forma agradável nesse novo meio e mundo, vai perder amigo.

Muito celular, bons aparelhos para usar Internet… Mas também os preços ainda são altos… Ah, não basta só fazer uma versão do meu site sem imagens, textos menores e que fique legal no celular? Miniaturizar?

Mobile sites não são apenas para se mostrar!
Se você acessa e usa a Internet pelo celular, já sabe que não é lugar onde o usuário fique ‘surfando’ e ‘pulando’ de site pra site.
A Mobile Web é boa para prestar serviços, trazer utilidades ao nosso dia a dia, ajudar a resolver problemas e acabar com necessidades urgentes.

No celular, você não fica navegando em milhares de sites, conversando com amigos por horas e conhecendo novas pessoas nas várias redes sociais. Os aparelhos e suas telas são pequenos, mouse e teclado são diferentes ou não existem, o processamento e suporte de tecnologias são menores que o acostumado…
Normalmente você entra direto no site desejado, resolve seu problema e pronto, rápido.
Esse acesso de um celular quando se está ao ar livre (on walk), para necessidades mais urgentes e emergenciais, acredito ser o mais comum.

Tá, mas o iPhone está aí para quebrar e mudar tudo isso. Facilitar a navegação e usabilidade da Internet nos aparelhos celulares… ele não conta? Ele abre as páginas normais…

Conta, conta sim. Realmente mudou a experiência dos usuários ao acessar a Internet, tem aumentado o tráfego dos mobile sites com suas visitas, mas ainda é pequena a sua porcentagem no mercado.
Uma maneira simples de ver isso é raciocinar que ele é apenas um modelo de uma marca num mundo de mais de 8 grandes marcas tendo cada uma vários modelos bem diferentes de aparelhos.

Vamos lá, crie um mobile site para você ou sua marca. Pelo menos para não desapontar o visitante que chega no seu site pelo celular mas que acaba baixando aquela página gigantesca, “pesada” e vê que gastou todos os créditos e não viu praticamente nada.
Usar uma lógica para descobrir se o visitante está acessando de um celular ou por um computador desktop é fácil e existem várias maneiras pela internet.

Será que estou pegando pesado??

[update]

[produtividade] Como você organiza sua semana de trabalho?

excesso trabalhoEu estou em reta final da faculdade, com aulas, estudos e trabalhos que me consomem bastante tempo. No trabalho, são 30 horas semanais de desenvolvimento, coordenação da equipe, entre outros.
Resumindo, eu gasto 2/3 do meu tempo produtivo (acordado) entre faculdade e trabalho. O resto é para refeições, lazer, entretenimento e vida pessoal.
Agora, pelos vários trabalhos e tarefas, se não houver organização, vou acabar gastando desperdiçando muito mais tempo para resolver as pendências do que realmente precisaria.

Há um tempo leio blogs de produtividade como o Efetividade.net, já li livros como Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes e Trabalhe 4 Horas por Semana, e estou sempre procurando as melhores práticas que se ajustam a minha vida para me tornar mais produtivo.
Já leu como eu uso o Twitter para ser mais produtivo?

Ultimamente tenho feito um processo bem simples e que tem trazido bons resultados para mim então vou compartilhar com vocês.

Eu tenho um quadro branco no meu quarto que utilizo para rabiscar ideias, colocar tarefas e agora fazer meu processo de organização da semana, mas você pode usar folhas de papel, uma agenda ou o que preferir.

quadro organização semana

Utilizo 3 áreas: uma tabela da semana de domingo a sábado, uma área para compromissos do mês e uma outra área para ideias.

Todo sábado eu paro um tempo para organizar a semana. Faço isso no sábado porque é o dia que menos sou produtivo e tiro para descansar. Então vejo os compromissos do mês e coloco na tabela da semana os que forem entrar. Depois dou uma olhada também nos e-mails para ver projetos e trabalhos para a semana. Junto tudo com as anotações de ideias, separo por prioridade e vou alocando os dias da semana.

Sempre deixo um tempo de folga para as tarefas de última hora que surgem, mas o melhor é sempre fugir delas para não perder a linha. Um ponto importante é “ensinar” as pessoas a sua volta sobre seu processo para se acostumarem e não atrapalharem a sua organização passando tarefas em cima da hora.

Com esse processo, balanceio o trabalho durante toda a semana, evitando assim o estresse de última hora com o prazo apertado.

E você, faz o que para organizar seus trabalhos e tarefas? Deixe seu comentário mesmo que seu processo seja simples, afinal, o importante é dar conta de tudo com o menor desperdício de tempo possível.

Erro no feed RSS do seu blog WordPress ou FeedBurner não atualizado

feed rss Se você usa WordPress com versão acima da 2.6, leia isso e veja se também não está com problemas no feed RSS do seu blog.

Essa semana o @marcelo_abib veio falar comigo no twitter umas coisas de mobile web e disse também que meu feed RSS estava desatualizado. Fui ver o que estava acontecendo com o WordPress ou com o FeedBurner.

Acessando pelo FeedBurner realmente estava desatualizado, e quando acessei diretamente no WordPress vi o problema da má formatação do XML. Na verdade se tratava de uma linha em branco no começo da página antes da declaração XML (<?xml ... ?>), o que não pode acontecer.

Tentei arrumar buscando alguma função em PHP que limpasse o output stream da página para eu colocar antes de escrever a declaração XML, mas não tive muito sucesso.
Procurei no Google pelo erro e achei uma página que explica o problema da linha branca antes da declaração XML no WordPress e dá algumas soluções. Como sou preguiçoso as vezes, tentei achar algo mais prático.

Achei então o plugin Fix RSS Feeds para WordPress que implementava as dicas do site FeedValidator. Instale, ative-o e na página de configuração dele, mande-o rodar. Ele vai alterar praticamente todos os seus arquivos do WordPress e corrigir o problema.
Show! O feed RSS nativo do WordPress voltou a funcionar.

Mas ainda no painel do FeedBurner eu recebia o erro de “read timeout error” ao fazer o pedido de Resync Feed para forçar um resincronismo.

Achei na página do FeedBurner de problemas conhecidos uma explicação sobre a mensagem de erro e que trazia um link de uma entrada no fórum do WordPress dizendo que esse problema poderia ser causado por alguns outros plugins instalados no seu blog. O FeedBurner sugere a instalação de um plugin que corrigiria isso e faria algumas coisas a mais, mas eu não cheguei a testá-lo.
No meu caso, não queria procurar o plugin com problema, então apenas diminuí para que meu feed RSS mostrasse 5 posts.
Tudo funcionando perfeitamente depois disso!

[update] Dica do José Augusto com outra forma de resolver o problema, solução proposta no blog de Lula Ribeiro.

Se estiver passando por esse problema e não conseguiu solucioná-lo, entre em contato comigo que terei prazer em ajudar!

Acessar a Internet pelo celular – história e tecnologias

Post da série “Acessar a Internet pelo celular

cell towerO telefone celular surgiu na década de 70, mas só começou a ser comercializado em 1983, e a primeira “versão” de internet para ele foi a chamada WAP (Wireless Application Protocol).
WAP surgiu como um protocolo de comunicação de dados para redes sem fio entre os dispositivos móveis, e o conteúdo acessado era escrito na linguagem de marcação WML (Wireless Markup Language).
WML é bem parecida com XML e foi criada justamente para atender as especificidades dos dispositivos móveis.

No surgimento do WAP, os celulares ainda eram muito limitados, telas e resoluções pequenas, poucas cores, etc, então não era possível “inventar” muito com a WML para se criar páginas. Ainda como outro problema também, a cobrança pelo uso da internet nos celulares pelas operadoras era feita por tempo de acesso, ou seja, nada viável para esse meio devido a sua lentidão na época.
Resumindo: a usabilidade por parte dos celulares era ruim, pouco conteúdo foi criado, os preços não eram nada animadores… nada ajudava a alavancar o uso da Internet móvel.

Como alternativa ao WML, foi criada a linguagem cHTML, que era suportada pelos celulares da rede DoCoMo no Japão. Linguagem semelhante ao HTML, mas com algumas limitações também.
A W3C padronizou a linguagem XHTML Basic para ser usada nos dispositivos móveis como melhor opção, já que os celulares estavam se tornando melhores e mais confiantes na hora de acessar e mostrar páginas da Internet.

mobile web standards evolution

As tecnologias foram avançando…
Os próprios aparelhos foram ficando melhores, com telas maiores, melhores resoluções e suporte a mais cores, processadores mais potentes; novos navegadores para celular foram sendo criados e aperfeiçoados… Mas ainda antes disso, a própria rede para os celulares cresceu.

As tecnologias de transmissão dos dados foram sendo aperfeiçoadas durante algumas fases que chamamos de gerações. Os pontos característicos de cada uma são:

  • 1G – transmissão analógica
  • 2G – transmissão digital – GSM, CDMA e TDMA
  • 2,5G – transmissão de dados por pacotes – GPRS, EDGE
  • 3G – mais recursos e maior velocidade

Com a transmissão de dados por pacotes, as operadoras começaram a cobrar por esse tráfego de dados e não mais pelo tempo na rede, o que de certa forma logo barateou um pouco o custo do acesso a Internet. Nessa fase ainda, os celulares já estavam mais preparados para uma boa experiência ao ver páginas especificamente criadas para eles, então a Internet móvel começou a renascer.

Começou a fase da chamada WAP 2.0, para se tentar acabar com o receio do uso da internet no celular causado pela WAP 1.0, onde tudo era lento, caro e feio.
A linguagem XHTML-MP veio aproximar as páginas da Web desktop das páginas específicas para celular, dando maior liberdade e opções de criação.

Com o passar do tempo e a rápida evolução de tecnologias e dispositivos, logo o boom da Internet móvel aconteceu.
Acessos mais velozes com as redes 3G ou mesmo WiFi’s; melhor apresentação das páginas com uso de linguagens mais próximas da Web tradicional e da diversidade de navegadores para celular; muito mais conteúdo próprio para os dispositivos móveis… tudo facilitando a portabilidade das informações e serviços da Internet para a palma da sua mão.

E assim, hoje a Internet móvel já é uma realidade que está aí para todos, com bastante conteúdo e serviços próprios para celular. Se você ainda não usa, não sabe o que está perdendo e nem como ela pode te ajudar em vários momentos do seu dia.