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Faculdades, profissão, empregos… o que fazer?!

De uns tempos pra cá, eu tenho visto e pensado em muitas coisas relacionadas a carreira de trabalho, profissão, minhas áreas de conhecimentos e coisas afins, e isto me rendeu boas leituras e conversas.

Pessoal que me conhece e pra quem quer me conhecer, eu sou estudante de Ciências da Computação e atualmente trabalho em uma empresa que faz aplicativos pra celular e serviços web atuando nessas duas frentes. Tenho me identificado bastante com a área de web, não somente criação de páginas e tal, mas conceitos e formas de melhorá-la.

O meu ponto de vista atual é que, nessa área de TI, o que mais importa é o seu nível de conhecimento, seja ele amplo ou específico. Sendo amplo, melhor, mas tenha sempre algo específico; não vale nada você saber um pouco de tudo mas não ter prática para trabalhar com aquilo. Ok, e esse conhecimento, melhor vir de onde??

As fontes de conhecimentos hoje são inúmeras (apesar de muitas se concetrarem disponíveis na internet), mas temos os cursos práticos, cursos técnicos, escolas e faculdades de ensino superior, estágios e empresas juniores e até mesmo o auto-conhecimento. Elas vão fazer diferença dependendo de cada caso. Conheci exemplos de pessoas que tinham apenas curso técnico mas um ótimo conhecimento numa certa área, e com isso conseguiu entrar numa empresa e se dar muito bem, melhor mesmo até que pessoas com ensino superior. Muitas pessoas falam que no exterior, nada importa o nosso diploma e sim os conhecimentos mesmo que temos e mostramos.
Cada caso é um caso…

O Diego do Tableless escreveu um artigo bacana, Faculdade, cursos e conhecimento, que ele fala sobre especialização de pessoas na área de desenvolvimento para web. Gostei do exemplo que ele escreveu que surgiu de uma conversa dele:

” se o Google decide contratar um desenvolvedor web para a equipe do Orkut, por exemplo, um desenvolvedor que cursa algo relacionado à Ciência Sociais seria um destaque.
E ele tem razão. Um profissional que consiga consiliar suas especialidades técnicas de desenvolvimento web com seu conhecimento em Ciências Sociais, seria muito valioso para o trabalho com comunidades, comportamento de massas e tudo que uma rede social como o Orkut representa… Ele teria uma mente aberta para novas idéias e saberia quais caminhos tomar para implementá-las.
Outro exemplo básico: qual curso o desenvolvedor que trabalha diretamente com AI (Arquitetura de Informação) poderia fazer? Biblioteconomia seria interessantíssimo. Diretamente o curso não tem nada a ver com tecnologia e nem precisa ter. O cara adaptaria o conhecimento que ele aprenderia em Blibioteconomia para a área de web.”

Na verdade não sei se chega a tanto como o exemplo: a pessoa cursar uma coisa totalmente diferente e trabalhar em TI; mas ter conhecimentos amplos faz bem.

A verdade é que hoje ainda acontece muito a relevância sim do seu passado acadêmico, mas, as novas empresas que estão surgindo, estão considerando é o que você sabe, o quanto de coisas novas você pode aprender, a sua vontade para o tal, e como será o seu aprendizado (o “aprender a aprender”).

Pessoalmente não desconsidero quem não tem um ensino superior, porque hoje, quase tudo se aprende fora da faculdade e/ou por si próprio, mas também acho que a faculdade te traz um bom senso crítico e que te ensina a se virar na vida.

Como havia dito, cada caso é um caso. Sua área pode não necessitar de um ensino superior para você se sair um grande profissional. Mas não é por isso que você deva deixar de lado as faculdades e universidades. Lembre-se, aprender nunca é demais!

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OLPC – entrevista com João Bosco

Pessoal, depois que escrevi o post sobre o projeto OLPC, meu amigo e grande leitor do blog, Douglas falou que ele conhecia um cara que trabalha aqui na CERTI e esteve em contato com o projeto deles com o OLPC.
Falei com o João e fiz algumas perguntas sobre o projeto e a relação dele com o tal.
Abaixo dou uma sintetizada na nossa troca de informações:

João, fale um pouco de você.
Meu nome é João Bosco, sou formado em Ciências da Computação pela UFSC e atualmente estou fazendo mestrado em na área de Web Semântica. Além disto, trabalho na Fundação CERTI, uma fundação de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias inovadoras localizada no campus da UFSC.

Trabalho em projetos de desenvolvimento de software desde 2003, trabalhando em projetos web, desktop e em dispositivos embarcados, principalmente em Java.

Qual seu ponto de vista em relação ao projeto OLPC? Qual sua visão perante a questão social do projeto?
Eu acho o projeto OLPC fantástico, com um grande potencial para realmente transformar o mundo. As pessoas por trás do projeto são muito talentosas e corajosas. Acredito que a educação é o único meio para o desenvolvimento e este projeto pode alterar a condição de países pobres ao longo prazo.

Crianças mais bem educadas hoje significam adultos mais conscientes amanhã, com melhores empregos, gerando renda, diminuindo a violência, diminuindo o dano ao meio ambiente e etc. Acho que a maioria dos problemas que o Brasil possui atualmente, de uma forma ou de outra, são resultados de um problema na educação básica das crianças brasileiras. Portanto, este projeto é muito importante ao nosso país.

Devido à minha formação técnica, outro ponto que me interessa bastante no projeto são as inovações técnológicas do mesmo. O laptop XO possui inovações no display, na bateria, na comunicação wireless, no sitema operacional, no gerenciador de desktop e etc. É realmente muito empolgante trabalhar neste projeto.

Fale sobre o projeto que você estava na CERTI com relação ao OLPC e também outros projetos da CERTI e OLPC.
A CERTI participa de alguns projetos relacionados ao OLPC. O principal deles é um projeto junto ao MEC para avaliação da implantação da plataforma OLPC no Brasil, onde esta sendo avaliado algumas características como logística de distribuição, características de software & hardware, usabilidade e etc.

Além disto, existe um projeto com uma empresa privada com interesse neste mercado. O OLPC esta criando um novo nicho e o mercado está atento a isto. Os outros projetos ainda estão em fase de prospecção e acho que não vale a pena mencionar aqui.

Minha participação foi, principalmente, na avaliação técnica do dispositivo, principalmente do software. Testamos bastante o gerenciador de desktop (Sugar) e seus programas (chamados no OLPC de “activities”). Os bugs encontrados foram reportados diretamente aos desenvolvedores trabalhando no projeto. Esta é outra característica muito interessante do projeto. Ele é um projeto muito transparente e as pessoas que trabalham nele são, em geral, bastante acessíveis e atenciosas.

Outra atividade que fiz foi o estudo da arquitetura de atividades do Sugar. Durante estes estudos nós acabamos portando o Opera para o OLPC e disponibilizamos para a comunidade. Este port ainda possui alguns problemas e nós pretendemos corrigi-los no futuro.

Agradeço muito ao João pelas respostas. Foram bem bacanas.

[update] e-mail do João: jpf [at] certi.org.br

O mal dos mp3’s players e afins

Tá certo, todo mundo gosta de escutar música, curtir seus cantores e cantoras nas músicas que mais nos animam e ainda mais quando estamos caminhando, travegando pela cidade seja de ônibus, carro, bicicleta, etc…

A moda dos mp3’s players, iPod’s e afins pegou mesmo!! Fico abismado com o tanto de gente que vejo na rua com fones de ouvido e balançando a cabeça levemente…
Mas alguem concorda comigo que isto é um mal??

Poxa, antigamente as pessoas (até desconhecidos) se cumprimentavam na rua, nem que fosse para um “Bom dia!”, ou então um “Calor heim?!” e agora ninguem conversa com ninguem. Acho que as pessoas estão ficando mais isoladas, quem sabe até propícias à timidez com isso…
Logo logo, quando todos puderem atender seu telefone pelo fonezinho, tiverem seus mp3’s, fazer tudo com um fone de ouvido e um microfone embutido, o mundo vai ser uma solidão só.
Bom, nem conto aqui dos males para os ouvidos ocasionados pela altura do som né…

É, um desabafo de cidadão!!
Lógico que se tivesse meu iPod Video de 80GB tudo isso seria uma baboseira, mas…
hehehe

Cultura útil: vivendo e aprendendo dia-a-dia

Estava no shopping hoje com uma amiga e fui comer um pastél na área de alimentação. Não vou mencionar a lanchonete porque não vou fazer propaganda de nínguem sem receber nada por isso, mas quem se interessar mande um recado pra mim q digo e cobro baratinho.
Mas então, sabe aqueles papéizinhos q vem junto com a bandeja com desenhos da lanchonete pras crianças colorirem, ou informações bem úteis?! então, aqui escrevo o que tinha dessa lanchonete. As piadas eram sem graça, sinto muito, vão as curiosidades… (ah, classifiquem como quiserem):

“Porque …” (não escrivi errado o ‘porque’, tava assim mesmo) “… é que descascar cebolas nos faz chorar?
A cebola tem um óleo que evapora quando ela é cortada ou descascada. O vapor do óleo afeta os nervos do nariz que estão ligados aos olhos. Por isso eles lacrimejam.”
Isso me lembra do Mundo de Beckman?.

“Quem inventou o catupiry?
O requeijão catupiry é uma criação brasileira. Em 1911, foi inventado por Mário e Isaíra Silvestrini, um casal de imigrantes italianos. A palavra ‘catupiry’ tem origem tupi-guarani e significa ‘excelente’.”

“Qual é a comida que dura mais tempo sem estragar?
O mel pode durar praticamente para sempre, quando bem conservado. Nas câmaras subterrâneas do Egito antigo, encontrou-se mel ainda comestível.”

Depois, vendo algumas notícias na internet, achei uma beeem útil tbm…

“Telefone celular junta mais bactéria que assento de vaso sanitário
Um estudo conduzido pela ‘Dial-a-Phone’ com amostras de diversos celulares mostrou que os aparelhinhos juntam mais bactérias que maçanetas, teclados , solas de sapatos e – pasmem – assentos de vasos sanitários. Os tipos de bactéria encontrados, porém, variam sendo as das solas dos tênis naturais do solo e do ar e as outras pertencentes, por exemplo, a família da staphylococcus aureus, que em altas quantidades, pode fazer com que o usuário adoeça.

As bactérias encontradas nos telefones móveis são, em sua maioria, do tipo que se alimenta de restos de pele. As temperaturas do dispositivo – geralmente um pouco acima das do ambiente – aliada a umidade do hálito do usuário ajudam a criar um ecossistema atraente para as bactérias.”
Fonte: W News

Vivendo e aprendendo coisas úteis em cada dia-a-dia da nossa vida!!