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O que anda se falando sobre a Web?? Web Semântica…

Começo do ano passado, acho que foi o auge sobre comentários e discussões sobre a tão falada Web 2.0.
Na época mesmo, lia muitos artigos sobre o assunto, queria entender tudo e achava que aquilo era A REVOLUÇÂO!
Acabei não conseguindo escrever um post sobre o assunto, dando a minha opnião e tal, mas achei alguns links que deixei esquecidos no meu Netvibes que ia citar, se alguém se interessar:

Mas, o ponto agora não é esse. Agora é vez da Web Semântica (ou Web 3.0 se alguém preferir).

Explico o assunto basicamente (leia mais na web sobre web semântica) como sendo o relacionamento de tudo na internet com seu real sentido da coisa e contexto!
Heim???? 🙄

Assim: imagine que você é um cozinheiro e precisa da receita de um bolo.
Você vai em seu computador e procura em seu mecanismo de busca preferido por “bolo chocolate”.
Até aí tudo bem, mas depois começa a mágica. Seu mecanismo de busca pode ver seu perfil que ele tem guardado e reconhecer que você é um cozinheiro e em seus resultados da busca ele retornará páginas com receitas do bolo, sites que vendam os ingredientes para esse bolo e estejam pertos da sua casa e nesses sites, até ver o mapa com a rota para chegar no lugar em seu navegador (veja o poder dos microformatos).

Web Semântica diz para que o contexto, o sentido das coisas, a semântica seja o importante!
Vou deixar alguns links para lerem mais sobre o assunto:

Deixe sua opnião ou comentário sobre a Web Semântica (ou Web 3.0) também!!

O que são Microformats? Conheça ou saiba mais

logo microformats Se você é da área técnica, provavelmente já ouviu falar de Microformats por aí.
Alguns já sabem o que é, já leram sobre e até já podem estar trabalhando com eles.
Outros, ainda estão descobrindo essa nova forma de padronização de informações.

Ah, se você não é da área técnica, apenas de uma olhada no vídeo da parte 3 da palestra do Elcio para ver o que dá pra fazer com microformats.

Confesso que ainda estou começando a mexer com microformatos, mas me arrisco a definir de forma simplória, que esta nova tecnologia trata-se de mais um passo para a Web Semântica com a padronização das informações e conteúdos.
Nada mais é do que definir as coisas como elas são!! 😛

Um exemplo* simples é o de um evento:

<div>
<a href=”http://www.web2con.com/”>http://www.web2con.com/</a> <span>Web 2.0 Conference</span>: <abbr title=”2007-10-05″>October 5</abbr>-<abbr title=”2007-10-20″>19</abbr>, at the <span>Argent Hotel, San Francisco, CA</span>
</div>

Agora, com microformats:

<div class=”vevent”>
<a class=”url” href=”http://www.web2con.com/”>http://www.web2con.com/</a> <span class=”summary”>Web 2.0 Conference</span>: <abbr class=”dtstart” title=”2007-10-05″>October 5</abbr>-<abbr class=”dtend” title=”2007-10-20″>19</abbr>, at the <span class=”location”>Argent Hotel, San Francisco, CA</span>
</div>

Logicamente que para o usuário vai ser mostrado a mesma coisa sempre:

http://www.web2con.com/ Web 2.0 Conference: October 519, at the Argent Hotel, San Francisco, CA

mas para o navegador ou a ferramente que estiver lendo aquele código, muita coisa pode ser feita!
* exemplo tirado da documentação hCalendar de microformats.org

Hummm, daí você se pergunta, e agora??
Agora imagine que com um plugin pro seu navegador, ao ver esse site e ele “entender” esse evento, você possa passar esse evento pra sua agenda no celular…
Simmmm!! Veja um vídeo do poder do microformats e Bluethoot.
E tem mais… imagine que os sites coloquem suas posições geográficas no meio de seu conteúdo e você possa encontrá-los no Google Maps!! Isso também é possível…

Se você quer ler mais sobre o assunto, entender melhor, recomento o texto Microformats do Revolução.net ou ir direto da fonte microformats.org

Mas se está com aquela preguiça de ler, quer uma coisa mais dinâmica, veja os vídeos da palestra do Elcio sobre o assunto:

Fonte dos vídeos: Pinceladas da Web

Faculdades, profissão, empregos… o que fazer?!

De uns tempos pra cá, eu tenho visto e pensado em muitas coisas relacionadas a carreira de trabalho, profissão, minhas áreas de conhecimentos e coisas afins, e isto me rendeu boas leituras e conversas.

Pessoal que me conhece e pra quem quer me conhecer, eu sou estudante de Ciências da Computação e atualmente trabalho em uma empresa que faz aplicativos pra celular e serviços web atuando nessas duas frentes. Tenho me identificado bastante com a área de web, não somente criação de páginas e tal, mas conceitos e formas de melhorá-la.

O meu ponto de vista atual é que, nessa área de TI, o que mais importa é o seu nível de conhecimento, seja ele amplo ou específico. Sendo amplo, melhor, mas tenha sempre algo específico; não vale nada você saber um pouco de tudo mas não ter prática para trabalhar com aquilo. Ok, e esse conhecimento, melhor vir de onde??

As fontes de conhecimentos hoje são inúmeras (apesar de muitas se concetrarem disponíveis na internet), mas temos os cursos práticos, cursos técnicos, escolas e faculdades de ensino superior, estágios e empresas juniores e até mesmo o auto-conhecimento. Elas vão fazer diferença dependendo de cada caso. Conheci exemplos de pessoas que tinham apenas curso técnico mas um ótimo conhecimento numa certa área, e com isso conseguiu entrar numa empresa e se dar muito bem, melhor mesmo até que pessoas com ensino superior. Muitas pessoas falam que no exterior, nada importa o nosso diploma e sim os conhecimentos mesmo que temos e mostramos.
Cada caso é um caso…

O Diego do Tableless escreveu um artigo bacana, Faculdade, cursos e conhecimento, que ele fala sobre especialização de pessoas na área de desenvolvimento para web. Gostei do exemplo que ele escreveu que surgiu de uma conversa dele:

” se o Google decide contratar um desenvolvedor web para a equipe do Orkut, por exemplo, um desenvolvedor que cursa algo relacionado à Ciência Sociais seria um destaque.
E ele tem razão. Um profissional que consiga consiliar suas especialidades técnicas de desenvolvimento web com seu conhecimento em Ciências Sociais, seria muito valioso para o trabalho com comunidades, comportamento de massas e tudo que uma rede social como o Orkut representa… Ele teria uma mente aberta para novas idéias e saberia quais caminhos tomar para implementá-las.
Outro exemplo básico: qual curso o desenvolvedor que trabalha diretamente com AI (Arquitetura de Informação) poderia fazer? Biblioteconomia seria interessantíssimo. Diretamente o curso não tem nada a ver com tecnologia e nem precisa ter. O cara adaptaria o conhecimento que ele aprenderia em Blibioteconomia para a área de web.”

Na verdade não sei se chega a tanto como o exemplo: a pessoa cursar uma coisa totalmente diferente e trabalhar em TI; mas ter conhecimentos amplos faz bem.

A verdade é que hoje ainda acontece muito a relevância sim do seu passado acadêmico, mas, as novas empresas que estão surgindo, estão considerando é o que você sabe, o quanto de coisas novas você pode aprender, a sua vontade para o tal, e como será o seu aprendizado (o “aprender a aprender”).

Pessoalmente não desconsidero quem não tem um ensino superior, porque hoje, quase tudo se aprende fora da faculdade e/ou por si próprio, mas também acho que a faculdade te traz um bom senso crítico e que te ensina a se virar na vida.

Como havia dito, cada caso é um caso. Sua área pode não necessitar de um ensino superior para você se sair um grande profissional. Mas não é por isso que você deva deixar de lado as faculdades e universidades. Lembre-se, aprender nunca é demais!

Não esqueça de deixar seu comentário!

OLPC – entrevista com João Bosco

Pessoal, depois que escrevi o post sobre o projeto OLPC, meu amigo e grande leitor do blog, Douglas falou que ele conhecia um cara que trabalha aqui na CERTI e esteve em contato com o projeto deles com o OLPC.
Falei com o João e fiz algumas perguntas sobre o projeto e a relação dele com o tal.
Abaixo dou uma sintetizada na nossa troca de informações:

João, fale um pouco de você.
Meu nome é João Bosco, sou formado em Ciências da Computação pela UFSC e atualmente estou fazendo mestrado em na área de Web Semântica. Além disto, trabalho na Fundação CERTI, uma fundação de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias inovadoras localizada no campus da UFSC.

Trabalho em projetos de desenvolvimento de software desde 2003, trabalhando em projetos web, desktop e em dispositivos embarcados, principalmente em Java.

Qual seu ponto de vista em relação ao projeto OLPC? Qual sua visão perante a questão social do projeto?
Eu acho o projeto OLPC fantástico, com um grande potencial para realmente transformar o mundo. As pessoas por trás do projeto são muito talentosas e corajosas. Acredito que a educação é o único meio para o desenvolvimento e este projeto pode alterar a condição de países pobres ao longo prazo.

Crianças mais bem educadas hoje significam adultos mais conscientes amanhã, com melhores empregos, gerando renda, diminuindo a violência, diminuindo o dano ao meio ambiente e etc. Acho que a maioria dos problemas que o Brasil possui atualmente, de uma forma ou de outra, são resultados de um problema na educação básica das crianças brasileiras. Portanto, este projeto é muito importante ao nosso país.

Devido à minha formação técnica, outro ponto que me interessa bastante no projeto são as inovações técnológicas do mesmo. O laptop XO possui inovações no display, na bateria, na comunicação wireless, no sitema operacional, no gerenciador de desktop e etc. É realmente muito empolgante trabalhar neste projeto.

Fale sobre o projeto que você estava na CERTI com relação ao OLPC e também outros projetos da CERTI e OLPC.
A CERTI participa de alguns projetos relacionados ao OLPC. O principal deles é um projeto junto ao MEC para avaliação da implantação da plataforma OLPC no Brasil, onde esta sendo avaliado algumas características como logística de distribuição, características de software & hardware, usabilidade e etc.

Além disto, existe um projeto com uma empresa privada com interesse neste mercado. O OLPC esta criando um novo nicho e o mercado está atento a isto. Os outros projetos ainda estão em fase de prospecção e acho que não vale a pena mencionar aqui.

Minha participação foi, principalmente, na avaliação técnica do dispositivo, principalmente do software. Testamos bastante o gerenciador de desktop (Sugar) e seus programas (chamados no OLPC de “activities”). Os bugs encontrados foram reportados diretamente aos desenvolvedores trabalhando no projeto. Esta é outra característica muito interessante do projeto. Ele é um projeto muito transparente e as pessoas que trabalham nele são, em geral, bastante acessíveis e atenciosas.

Outra atividade que fiz foi o estudo da arquitetura de atividades do Sugar. Durante estes estudos nós acabamos portando o Opera para o OLPC e disponibilizamos para a comunidade. Este port ainda possui alguns problemas e nós pretendemos corrigi-los no futuro.

Agradeço muito ao João pelas respostas. Foram bem bacanas.

[update] e-mail do João: jpf [at] certi.org.br